28 de março de 2011
Spirax e The Jumping Jacks
16 de março de 2011
Existe um comportamento muito peculiar que se desenvolve em algumas pessoas que estão assistindo às bandas tocarem, e que torna o indivíduo extremamente irritante. São o que poderíamos chamar de “Síndrome do Toca Raul” ou em alguns casos mais graves “Síndrome do Hey-Ho Let’s Go”. Acredita-se que as mesmas devam ser fruto de alguma psicose adquirida, quando algum rockeiro que estava em uma churrascaria ou happy-hour, não teve sua música tocada pelo cantor ou banda que geralmente se faz presente neste tipo de evento. Assim sendo, o indivíduo volta pra casa com certo rancor e melancolia, desenvolvendo assim os principais sintomas. Os piores casos são de pessoas que desenvolvem as duas síndromes ao mesmo tempo, tornado o quadro gravíssimo, mas de algum modo reparável.

Aparentemente, estudos comprovam que para estes casos existe cura. O tratamento consiste em esclarecimentos diários, do tipo: “Algumas bandas possuem repertório fixo, que foi ensaiado exaustivamente durante meses, anos pensando no que o público gostaria de escutar e, que os músicos da banda também gostariam de ouvir!”; “Bandas que possuem músicas próprias, tocam covers porque no início é difícil fazer um set só com músicas desconhecidas para a maioria!”; ou “Geralmente bandas com som próprio não possuem a síndrome do Cantor de Churrascaria, ou seja, não existe possibilidade de fugir do repertório previsto”; entre outras.

Existem variações dessas moléstias, como a “Síndrome do Toca Supla” (rara e incurável) e a “Síndrome do deixa eu cantar uma”. Esta última pode causar sérios problemas à banda (microfone ser repentinamente puxado, vozes cantando coisas incompreensíveis durante uma parte instrumental, ou a temível “síndrome do Karaokê”) e aos ouvidos dos espectadores.
Os músicos em início de carreira não devem comportar-se com preconceito a essas enfermidades, pois sabemos que são perturbações momentâneas ou mesmo psicoses temporárias devido ao calor do momento (Heat of the Moment). Sendo assim, devemos ter certo tipo de cuidado com pessoas que desenvolvem este tipo de quadro clínico.
14 de março de 2011
Moto Clube Sociedade Secreta
21 de fevereiro de 2011
Tudo pela música... ou melhor, pela Spirax
14 de fevereiro de 2011
1º Day Night de MTB - Campina Grande do Sul
1 de fevereiro de 2011
Brincando de Rock Star
Nós da Spirax sabemos as dificuldades que é manter uma banda de rock, ainda mais em Curitiba que o cenário é bastante fechado, e infelizmente ainda não conseguimos entrar nesse circuito, talvez porque somos antipáticos ou autistas, ou talvez porque tocamos muito mal e não podemos se apresentar nos bares, senão a freguesia corre, mas o que me convence é que não temos espaço por causa do nosso elevado grau de falta de beleza.
Hoje mantemos a banda por diversão, é um hobby você ensaiar, fazer músicas novas, comprar equipamento e a sensação de tocar para algumas pessoas, sejam 10 ou 1000, é indescritível, ou seja, brincamos de “Rock Star”. Pensando nisso lançamos o projeto “Esmola Musical”, no qual a Spirax colocava-se a disposição para tocar de graça, bastava os interessados entrarem em contato. No começo não deu muito certo, mas apareceram algumas oportunidades e agora estamos fechando uma vez por mês no Hermes Bar, onde temos como objetivo levar sempre duas bandas novas para tocar junto, o cachê é bem modesto, o valor da entrada é dividido entre três bandas, mas o objetivo é tocar e mostrar a sua banda, em compensação nós cedemos um equipamento de som bom e o lugar também é cool e centralizado, estilo pub inglês, perfeito para uma banda de rock.
Em dezembro fizemos o nosso primeiro evento, e conseguimos levar a Silvia Santa, banda punk da cidade, e neste dia ficou sobrando uma vaga para outra banda. Achamos que uma terceira banda topou porque era dia 23 de dezembro e muitos iriam viajar. O próximo dia evento foi marcado para 16 de janeiro, agora com um tempo maior pra organizar, começamos a entrar em contato e convidar as bandas e para não queimar ninguém não vou citar nomes, mas as desculpas foram esfarrapadas do tipo:
Banda A – “Samuca, nosso contra regra quebrou o braço, e eu não afino minha guitarra sem ele, estamos fora.”
Banda B – “Vamos tocar na sexta”... “Blz, mas o show no Hermes é sábado.”... “É muito cansativo tocar dois dias seguidos, talvez na próxima.”
Banda C – “Vamos tocar na quarta”... “Que bom, vocês podem descansar na quinta e sexta.” ... “Não rola, porque só tocamos uma vez por semana.”
Banda D – “Janeiro é foda cara, prefiro ir para praia.”
Banda E – “Tem retorno auricular???”... “Não tem retorno.”... “Então não rola.”
Banda F – “A bebida é na faixa?”... “Putz, não, mas o bar é bem estruturado”... “Então fica pra próxima.”
Banda G – “FAIL - Seu e-mail não chegou ao destinatário.”
Banda H – “Qual microfone vai ter disponível?”... “Shure”... “Legal o SM-58?”... “Não, é um mais simples”... “Tchaaau!”
Banda I – “Começa que horas?”... “21:30”... “Muito cedo”... “Então mudamos a sua banda para 00:00.”... “Muito tarde!”
Chega, paramos por aqui, então no dia 16 de janeiro não conseguimos levar NENHUMA banda pra tocar junto com a Spirax, quem salvou a pátria foi o Masiero, que fez um Stand-Up Comedy de abertura.
E como diria o Van Damme, “Retroceder nunca, render-se jamais”, marcamos mais uma data para 19 de Fevereiro, logo entramos em contato com duas bandas, uma nem respondeu e a segunda gostou da idéia, mas estava muito bom pra ser verdade, e o cara dessa banda mandou um e-mail exigindo um monte de regalias, como: cachê de R$500 mangos, camarim, 4 retornos, iluminação, água (minha mãe me ensino que água, não se nega pra ninguém), 4 horas de repertório, não pode ter banda de abertura e blábláblá... Poxa, a banda do camarada nem começou e já está neste nível, então acho melhor eles procurarem os organizadores do Rock in Rio para fechar um contrato, afinal eles estão precisando de bandas para 2012, certo!?
E agora eu me pergunto: “Porque nenhuma banda curitibana faz sucesso nacional?”... Falta de talento não é porque aqui tem MUITOS artistas de garagem bons. Então existe alguma coisa errada no cenário musical local, não acham???
